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Poesia em tempos de crise

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Filhos da “Redemocratização”?

(não linear…)

Por Mateus de Moraes Servilha

[Da infância para…

 

Crescidos nos ombros de mães e pais

entre ruas, atos, povo

Crianças cedo sabidas das dores da opressão (dos donos)

do mundo

Por cordão umbilical alimentados com canções de esperança

 

Libertos em estradas pelo sonho de estar “onde o povo está”

“Caminhando contra o vento”, já no expresso “pra lá do anos 2000”

Ninados pelas saltimbancas possibilidades do ser

de ser…

Transcendendo em puberdades “aquela velha opinião formada sobre tudo”

 

Crescidos nas ruas

de pipas ou braços em riste

plurais e contraditórios,

“leãozinhos” e “bicho escrotos”,

cortando cordões (também umbilicais) com “fé amolada”

em cidades interiores com “bolas de meia, bolas de gude”,

bolas de baratos (com

“flores astrais”)

 

[Da juventude para…

 

A redemocratização…

Porto de chegada para recomeços

Marca sonhos…

de dizer o que se sonha

Do tudo que tanto somos

cantamos

sabemos

não sabemos

pulsamos

“Uma nação como nós”

 

Estar no poder

No controle?

Ter poder?

Ter voto?

Ter?

 

[Adultos…

 

Aprender a estar no poder?

Fazer nas regras do jogo?

Essa tarefa não era nossa!

Refazer as regras dos jogos…

Talvez sim…

Com tantas bagagens, os que não souberam

regar as sementes de nossos pés

fecharam portas entreabertas,

também por nós

 

Asfixiamento

institucional

– Me deixem sonhar!

– “Só se nas regras do jogo!”

“Que sufoco…”

 

Estar no poder,

sem contra-discursos,

nos jogos da regra,

nas entrelinhas

do pragmatismos do fazer,

sem poesia

 

Leilões de sonhos

“Tão barato que eu nem acredito”

Nas-pelas-para-sob as regras do jogo

Fazer!

 

Tipo propinas…

As de sempre

Já da regra

Novos vendidos estampados

em manchetes de vendidos velhos

Barato?

a concentração?

o preço da realidade alienada em moralismo?

o mais do mesmo?

o preço pago pelos sonhos?

Tão alto que (ainda) nem acreditamos

 

Me deixem respirar oxigênio não estatal!

Há quantos gritos meu pulsar medular se perdeu em eleições?

Consigo contar o número de suores?

E de ilusões?

 

Há quantos verões meus gritos estão dentro do roteiro?

Basta!

Há quantas luas minhas rebeldias se tornaram “desvios padrão”?

Basta!

Há quantas tempestades nossas imaginações se limitam a improvisos ao script?

Basta!

 

Nos resumimos a luta pelo direito a voz?

Basta!

Lutamos pela voz, mesmo sem direito!

Palavragozo

Palavravento

Palavratodo

Palavraencontro

Palavraespada

O que fazes com elas?

Dizer o que fazer?

Tem que fazer?

Já sabemos?

 

Ações para a nãoação

Desobediências solidárias

para tempopalavra

palavranós

“Basta de ações, palavras!” (Pichação, Paris, 1968)

 

Hoje, quais?

 

[De Adultos para…

 

Nos encontramos…

no caminhar

One thought on “Poesia em tempos de crise

  1. “Será verdade?Será que não?Nada do que eu posso falar…
    E tudo isso pra sua proteção…Nada do que eu posso falar
    A PM nas ruas nosso medo de viver, o consolo é que eles vão nos proteger. a unica pergunta é : Me proteger do quê?”
    Plebe Rude

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